É debaixo da grande corrente de água que me cai sobre a cabeça, que eu esqueço-me de quem sou, é lá que me perco e me desoriento, simplesmente me abstraio do mundo cá fora, entro numa ilusão sublime e inconcebível que parece que criei um paraíso só meu, naquele genuíno momento, é ma sensação, que eu diria mesmo excepcional, é tão delicado, sensível e inocente que é ambicionado a toda a santa hora.. Eu por mim estaria ali horas, dias, todo o tempo, para não dizer uma vida inteira, foi talvez o momento mais delicado, puro e cómodo que tive, foi meramente formoso, foi aquele em que eu nem consegui revolver, nem um sorriso consegui fazer, qualquer feição que quisesse aparentar, não consegui, parecia estar mesmo petrificada, já para não dizer mesmo imóvel. É uma sensação como não há outra afim, é conjecturável, precária e ao mesmo tempo tão eminente. Enfim, poderia perder o resto da minha vida ali, naquele elementar lugar, que seria a pessoa mais ditosa que alguma vez fui.. A sério que não dá para parafrasear sequer …

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